Rastreamento

Rastreamento por ultrassonografia

A ultrassonografia por compressão para buscar evidências de trombose venosa profunda (TVP) aguda é um teste de rastreamento excelente em pacientes de alto risco, como pacientes submetidos a trauma maior e pacientes que recentemente foram submetidos à artroplastia total de quadril ou de joelho. Entretanto, não há evidências convincentes de que o rastreamento reduza a incidência de desfechos adversos, especialmente a incidência de embolia pulmonar fatal. A precisão geral da ultrassonografia de rastreamento em pacientes assintomáticos não é clara, mas é menor que a precisão em pacientes sintomáticos.[119] Como menos de metade dos pacientes que desenvolvem embolia pulmonar apresentam evidências de TVP na ultrassonografia dos membros inferiores, o valor da detecção de TVP assintomática para a prevenção da embolia pulmonar é incerto. As diretrizes entram em conflito quanto à ultrassonografia de rastreamento em pacientes com trauma hospitalizados.[127] A sugestão do American College of Chest Physicians é contrária a esse rastreamento.[66]

Rastreamento para trombofilia

O rastreamento para trombofilia em pacientes que ainda não tiveram TVP provavelmente não será benéfico, exceto em circunstâncias muito raras (por exemplo, uma história familiar conhecida de deficiência de antitrombina em mulheres que planejam engravidar).[128]

Rastreamento de câncer

O rastreamento de rotina para o câncer, além de assegurar que todo o rastreamento adequado à idade tenha sido concluído, não é atualmente recomendado em pacientes com TVP sem fatores precipitantes.[107] A prevalência de câncer oculto foi baixa entre pacientes com um primeiro tromboembolismo venoso não provocado. O rastreamento de rotina com tomografia computadorizada do abdome e pelve não fornece um benefício clínico significativo.[109]

O uso deste conteúdo está sujeito ao nosso aviso legal