História e exame físico

Principais fatores diagnósticos

comuns

presença de fatores de risco

O uso de esteroides anabolizantes, medicamentos que reduzem a síntese de testosterona ou prejudicam a ação da testosterona, medicamentos que aumentam os níveis de estrogênio, disforia de gênero e tratamento para câncer de próstata são fortes fatores de risco para o desenvolvimento de ginecomastia.

tecido mamário palpável

O paciente deve ser examinado na posição supina.[11][27]

O polegar e o dedo indicador são colocados nas margens externa e interna da mama e são aproximados em um movimento de pinçamento ao longo da parede torácica até que atinjam um montículo de tecido mamário firme, localizado concentricamente sob o mamilo/aréola.

O diâmetro é medido com uma régua ou fita métrica.

Um diâmetro de 2 cm ou menos é considerado normal em um adulto.

recém-nascidos

Recém-nascidos têm altos níveis de estrogênio derivados da mãe e da placenta.

idade puberal

Durante a puberdade há uma resposta fisiológica ao aumento de testosterona intensificada por um aumento acentuado no hormônio do crescimento, no fator de crescimento semelhante à insulina-1, no hormônio folículo-estimulante e no hormônio luteinizante. A testosterona aumenta em 30 vezes, e o estrogênio em 3 vezes, mas o estrogênio atinge a intensidade máxima antes da testosterona.

idade avançada

Há uma redução na testosterona livre e um aumento de tecido adiposo com o envelhecimento.

exposição acidental a medicamentos em crianças

É necessário verificar as oportunidades que as crianças têm de obter medicamentos de adultos (incluindo contraceptivos).

transtorno relacionado ao uso de substâncias

O uso de heroína e cocaína deve ser determinado.[27]

A possível associação entre o uso de maconha e a ginecomastia é controversa; pesquisas adicionais são necessárias.[63]

acne em homens adultos

A tríade de desenvolvimento muscular acentuado, testículos pequenos e acne adulta sugere uso de androgênios exógenos.

obesidade

A testosterona é convertida em estrogênio pela aromatase no tecido adiposo.

Incomuns

mastalgia

Os homens sintomáticos têm maior probabilidade de notar irritação que dor, com a fricção das mamas.

testículos pequenos ou moles

Sinal de baixa testosterona.

Redução nos pelos corporais, distribuição adiposa feminina, redução da força ou testículos pequenos ou moles sugerem hipogonadismo.

A tríade de desenvolvimento muscular acentuado, testículos pequenos e acne adulta sugere uso de androgênios exógenos.

Outros fatores diagnósticos

comuns

disfunção erétil ou redução da libido

Podem ser decorrentes de baixa testosterona, embora existam muitas outras causas.

Incomuns

suplementos nutricionais

A exposição a substâncias estrogenizantes pode resultar da ingestão de suplementos, alguns dos quais podem ser adulterados com esteroides anabolizantes.

diferenças no desenvolvimento sexual (DDS)

A ginecomastia pode resultar de fatores genéticos (por exemplo, feminização testicular, síndrome de Klinefelter [47, XXY]).

características sexuais secundárias tardias

Baixos níveis de testosterona que levam à ginecomastia podem ser resultado de orquite, hemocromatose, quimioterapia ou radioterapia, lesão na medula espinhal ou trauma.

puberdade precoce

Qualquer história de desenvolvimento sexual anormal pode estar relacionada a um desequilíbrio na razão de testosterona/estrogênio.

perda de peso e desnutrição

Em casos graves de estresse fisiológico, a testosterona diminui mais que o estrogênio e leva mais tempo para ser restabelecida.

A perda de peso também pode ser um indicador de hipertireoidismo.

sinais ou sintomas de doenças hipotalâmica ou hipofisária

Podem incluir cefaleias ou perda da visão.

A ginecomastia pode resultar de baixos níveis de hormônio folículo-estimulante e de hormônio luteinizante, causando um baixo estímulo das células de Leydig e uma baixa produção de testosterona.

Altos níveis de prolactina suprimem o gerador de pulsos do hormônio liberador de gonadotropina necessário à produção normal de LH.

sinais ou sintomas de insuficiência hepática (por exemplo, icterícia, ascite, angiomas aracnoides)

Pode haver história de uso de álcool ou hepatite. Outros sinais e sintomas incluem a contratura de Dupuytren ou hepatoesplenomegalia. Por causa do catabolismo reduzido da testosterona decorrente da insuficiência hepática, existe mais testosterona livre disponível para a conversão em estrogênio.

sinais ou sintomas de hipertireoidismo (por exemplo, intolerância ao calor, perda de peso, bócio)

Outros sinais e sintomas incluem sudorese, olhar fixo e vago ou lagoftalmia (lid lag), exoftalmia, mixedema pré-tibial, palpitações e tremor.

O hipertireoidismo resulta em altos níveis de globulina ligadora de hormônios sexuais e na produção aumentada de estrogênio.

redução nos pelos corporais

Sinal de baixa testosterona. Redução nos pelos corporais, distribuição adiposa feminina, redução da força ou testículos pequenos ou moles sugerem hipogonadismo.

massa testicular indolor ou aumentada

A ginecomastia pode resultar de tumores testiculares produtores de gonadotrofina coriônica humana e de tumores de células de Leydig produtores de estrogênio.

força reduzida ou atrofia muscular

Sinal de baixa testosterona.

Fatores de risco

Fortes

uso de esteroides anabolizantes

Pode ser ilícito (por exemplo, em atletas).[32][33]

A estrogenização pode ocorrer depois do uso de esteroides anabolizantes. Um nível elevado de estrogênios reduz a razão de testosterona/estrogênio, permitindo o crescimento de tecido mamário.

câncer de próstata

A terapia estrogênica e antiandrogênica no tratamento do câncer de próstata podem contribuir para o aumento das mamas.[34]

terapia hormonal para disforia de gênero

A terapia com estrogênio e antiandrogênio para disforia de gênero (por exemplo, em indivíduos transgêneros de homem para mulher) pode contribuir para o aumento dos seios.[35]

medicamentos que reduzem a síntese de testosterona

Incluem o seguinte: agonistas do hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH) (que regulam negativamente a produção do hormônio luteinizante da hipófise); agentes quimioterápicos contra o câncer; cetoconazol; metronidazol; espironolactona (reduz a síntese mais do que a eplerenona; também prejudica a ação da testosterona); alguns antipsicóticos (aumentam a prolactina, que suprime os pulsos de GnRH).[22][36]​​[37]

medicamentos que prejudicam a ação da testosterona

Incluem o seguinte: bloqueadores do receptor de androgênios (bicalutamida, flutamida); espironolactona (que também reduz a síntese de testosterona); inibidores da 5-alfa redutase (por exemplo, finasterida); antagonistas H2 (por exemplo, cimetidina); inibidores da bomba de prótons (prejudicam menos que os antagonistas H2).[28][29][30][31][38]

medicamentos que aumentam os níveis de estrogênio e estimulam os receptores estrogênicos

Incluem o seguinte: estrogênios; esteroides anabolizantes (convertidos em estrogênio via aromatase); dietilestilbestrol; digitálicos; fenitoína.[32][33]​​[39][40][41]​​[42]

Fracos

exposição ocupacional a fluidos para embalsamamento ou contraceptivos orais

A exposição ocupacional a estrogênios e a estrogenização podem ocorrer a partir de fluidos para embalsamamento e em trabalhadores em indústrias de produção de contraceptivos orais.[43][44]

contato com fitoestrogênios ambientais ou ftalatos

Os estrogênios fitoambientais (estrogênios de plantas) e outros compostos que ativam os receptores estrogênicos incluem xampus, cremes e cosméticos, óleo de melaleuca ou óleo de lavanda.[45][46][47]​​​ Os ftalatos são compostos industriais encontrados em muitos produtos cosméticos e plásticos.[48] As crianças são especialmente vulneráveis.

hipertireoidismo

Aumenta a globulina ligadora de hormônios sexuais, que causa a produção elevada de androstenediona e estrogênio.[49][50]

insuficiência renal

Mecanismos multifatoriais podem causar ginecomastia.

cirrose

O catabolismo de androgênio é reduzido, de modo que há uma maior disponibilidade de androgênios para serem convertidos em estrogênio.[51]

medicamentos com mecanismos complexos ou desconhecidos

Inibidores da enzima conversora da angiotensina (ECA), álcool, amilorida, amiodarona, anfetaminas, bloqueadores dos canais de cálcio, ciclosporina, diazepam, hormônio do crescimento, haloperidol, heroína, terapia antirretroviral, gonadotropina coriônica humana, isoniazida, maconha, metadona, metildopa, reserpina, risperidona, teofilina.[22][23][24]

O uso deste conteúdo está sujeito ao nosso aviso legal