Diagnósticos diferenciais
Herpes-zóster ótica (síndrome de Ramsay Hunt)
SINAIS / SINTOMAS
Otalgia grave, perda auditiva neurossensorial, vertigem e presença de vesículas na pele do meato acústico externo ou da concha.
Investigações
Diagnóstico clínico.
Raspagens de vesículas e pele adjacente podem revelar células gigantes multinucleadas, conhecidas como células de Tzanck.
Doença de Lyme
SINAIS / SINTOMAS
Erupção cutânea (eritema migratório ou outro), cefaleia frontal, febre, mal-estar, fadiga, mialgia, artralgia, exposição comprovada a carrapatos ou viagem recente a uma região endêmica de doença de Lyme.
Pode se manifestar de maneira idêntica à paralisia de Bell.
Investigações
É demonstrada a elevação das imunoglobulinas (IgM e/ou IgG) para a Borrelia burgdorferi por meio de ensaio de imunoadsorção enzimática (ELISA) ou títulos de anticorpo fluorescente indireto.
Em seguida, Western blot é realizado para confirmação.
Tumor benigno do nervo facial (por exemplo, schwannoma do nervo facial)
SINAIS / SINTOMAS
Paralisia facial que aumenta e diminui ou lentamente progressiva.
Pode demonstrar distribuição irregular de fraqueza nas zonas faciais, com elementos de sincinesia e fasciculação.
Investigações
RNM com contraste do curso do nervo facial, com ou sem TC com cortes finos dos ossos temporais: lesão de massa.
Tumor maligno do nervo facial (por exemplo, carcinoma mucoepidermoide da glândula parótida)
SINAIS / SINTOMAS
Início insidioso e lentamente progressivo da paralisia facial. Massa parotídea palpável.
História de câncer de pele da face ipsilateral, especialmente carcinoma de células escamosas.
Investigações
RNM com contraste da glândula parótida e do curso do nervo facial: lesão de massa.
Trauma de força contusa na face ou no osso temporal
SINAIS / SINTOMAS
História de trauma cranioencefálico recente com paralisia facial de início imediato ou tardio.
Investigações
TC com cortes finos do osso temporal: fratura do osso temporal.
Otite média crônica ou colesteatoma
SINAIS / SINTOMAS
Otorreia, perda auditiva condutiva, plenitude aural, otalgia, febre.
Investigações
TC com cortes finos do osso temporal: pode detectar evidências de mastoidite, petrosite ou colesteatoma.
Otite externa necrotizante (maligna)
SINAIS / SINTOMAS
História de diabetes ou imunossupressão.
Otalgia grave, otorreia, meato acústico externo edematoso com tecido de granulação, perda auditiva condutiva, neuropatia policraniana (VI, VII, IX, X, IX, XII).
Investigações
Cultura de otorreia: o distúrbio é normalmente causado por espécies de Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus.
TC com cortes finos ou RNM com contraste do osso temporal: erosão óssea e invasão do ápice petroso ou da base do crânio; tecidos moles fora dos limites do meato acústico externo.
Diagnóstico por imagem com radionuclídeos (gálio, tecnécio e/ou tomografia computadorizada por emissão de fóton único [SPECT]): evidência de renovação óssea alta.
Granulomatose orofacial idiopática (síndrome de Melkersson-Rosenthal)
SINAIS / SINTOMAS
Episódios recorrentes de edema facial (ou labial isolado), língua fissurada.
Investigações
Diagnóstico clínico.
Febre uveoparotídea (síndrome de Heerfordt)
SINAIS / SINTOMAS
Febre, uveíte anterior e aumento da glândula parótida.
Investigações
A radiografia torácica sugere sarcoidose. O exame oftalmológico confirma uveíte. Pode haver granulomas não caseosos na parótida.
Acidente vascular cerebral (AVC)
SINAIS / SINTOMAS
AVC cortical: preservação do terço superior da face, presença de outros deficits neurológicos.
AVC de localização pontina: em geral envolve todas as regiões da face, presença de outros deficits neurológicos.
Investigações
RNM ou TC de crânio mostra evidência de infarto cerebral ou hemorragia.
Síndrome de Ramsay Hunt
SINAIS / SINTOMAS
Paralisia facial periférica unilateral de início súbito (<72 horas), dor facial/na orelha intensa e erupção cutânea vesicular ou vesículas na orelha. Os outros sintomas de apresentação menos comuns incluem vertigem, perda auditiva, zumbido, olho seco, alteração do paladar e lesões orais.
Investigações
Diagnóstico clínico. Se houver incerteza quanto ao diagnóstico, as lesões vesiculares, se presentes, podem ser coletadas diretamente por swab para confirmação do vírus da varicela-zóster por reação em cadeia da polimerase.
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